Cultura, Literatura

Santa Sara Kali e a Linhagem Sagrada

Livro que inspirou o bestseller “O Código Da Vinci” teoriza se a a “egípcia” Santa Sara Kali, a padroeira dos ciganos, seria filha de Jesus com Maria Madalena

© Armin Kübelbeck / Wikimedia Commons
© Armin Kübelbeck / Wikimedia Commons

O que diz a lenda sobre a fugitiva Sagrada Família? No Novo Testamento, o Evangelho de Mateus relata que a Sagrada Família fugiu para o Egito com o objetivo de evitar que seu filho fosse morto pelo rei Herodes, que estava preocupado com a sua reivindicação ao trono de Israel. José, o marido de Maria, recebeu uma mensagem em um sonho para fugir com ela e Jesus para o Egito (Mateus 2:13). Os modernos estudiosos da Bíblia acreditam que tudo isso é um mito usado pelo autor desse Evangelho para fazer cumprir as palavras do profeta: “…e do Egito chamei meu filho” (Oséias 11:1). A indicação da verdade nessa história é a forte tradição de perigo para a linhagem real de Judá. Um Evangelho apócrifo é a fonte da tradição de que o cajado de São José floriu para indicar que Deus o escolhera para ser marido de Maria e pai terreno de Jesus. Mas o “cajado florido” – mostrado na mão de São José nas igrejas católicas de todo o mundo – também serve para nos lembrar de que José era o guardião da “muda”, que seria o próprio Jesus, com base em uma profecia de Isaías: “Então brotará um rebento do cepo de Jessé, e das suas raízes um renovo frutificará” (Isaías 11:1).

Contudo, uma tradição derivada de uma antiga lenda francesa nos diz que… José de Arimatéia era o guardião do Sangraal e que a criança no barco era egípcia, o que significa, literalmente, “nascida no Egito”. Parece provável que depois da crucificação de Jesus, Maria Madalena tenha considerado necessário esconder-se no refúgio mais próximo para proteger seu filho ainda não nascido. José de Arimatéia, influente amigo de Jesus, pode ter sido o seu protetor.

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